sexta-feira, janeiro 26, 2007



O galileu de Ermesinde

Leozinho é um ser aprazível para o deleitamento de seus amigos, não digo consorte pois a essa está reservada a antífrase ou não tivesse a desditosa senhora o azar de o ter conhecido e pior ainda com ele se ter consorciado, nunca salpicando de manchas a quasi divina brandura da sua índole, de agudo intelectual estímulo e muita indústria. Homem doutíssimo nos artefactos da pedagogia moderna, tal desvelo e fadiga transbordaram na feitura de especialização nos negócios da didactologia científica. É dotado de muito engenho e agudezas do espírito e dá-se bem a conhecer, de seu quilate sobremodo sagaz, em penetrar os interiores de aprendizes do saber.
Mas porque as Parcas são zarolhas e se encarregam de adubar errados quintais em turbulentos negócios e tramadas conjurações, de todas as virtudes de que o dão por adornado nenhuma é mais admirável que o zelo e piedade com que conforta agora estômagos em lugar de desenvolver espíritos. Que seja, ainda assim, celebrado este prolóquio: que ponha ainda mais fito em trabalhar os homens para haver a sua saciedade que em se servir dela para aliviar os mesmos do já escasso peso das suas carteiras.


A pior sensação de quem gosta de fotografar é aquela que decorre de se ter lá estado e não ter aproveitado a ocasião. Sucede que após o visionamento da colheita fica o sentimento frustrado por não poder voltar atrás a buscar aquilo que na altura não se viu, ou por falta de atenção ou, na maior parte das vezes, pela simples falta de talento.

sábado, janeiro 20, 2007



Ano em que não vá ao s. gonçalinho não é ano para mim. E está decidido que da próxima vez fica em casa a prosápia de pedante observador de festarolas mitras, e conluio meramente solidário, para partilhar verdadeiramente daquela catarse. Desaconselham-no a redonda figura e a idade que reveste esta criatura mas impele-o a osmose popular de apanhar uns bolos tão ridículos como divertidos em ambiente de doideira sã.


O riso desarma as pessoas, cria uma ponte entre elas e facilita o comportamento amigável excepto naqueles que perante as suas virtuais vulnerabilidades sentem o medo da pseudo troça. O seu objectivo é a comunicação e por isso rimos e ridicularizamos sobretudo quem gostamos numa mensagem que nós enviamos a outrem comunicando disposição para brincar mostrando que somos pacíficos.

terça-feira, janeiro 16, 2007




HA-DES, deus da mitologia grega para alunos repetentes contumazes do 2º ciclo.


Fui motorista de TIR, a distribuir leicas, nas cercanias de Miranda do Douro.
Em Pena Branca o velho Artur descobriu que sabia enquadrar qual Natchway. O germano, esse, revelou-se exímio na arte de ampliar, com trabalhos de fazer corar os ajudantes do Salgado.
Os velhos juntaram uns trocos, provenientes das tristes reformas que recebem, e montaram uma exposição fotográfica na Casa do Povo de Pena Branca. A mostra artística foi um sucesso: comida à farta, música de rancho, na aparelhagem, e o padre bêbedo. Fora dali ninguém soube deste prodígio.

segunda-feira, janeiro 15, 2007



Não se pode contrariar os meninos pois podem ficar traumatizados. Os traumatismos são a maior ameaça para a geração dos filhos dos filhos do 25 de Abril. Melhor é olhar o céu e esperar por salvação divina e bolos a que chamam cavacas.

sexta-feira, janeiro 12, 2007



Aviso n.º 6663/2006 — AP


A Dr.ª Paula Alves , juíza de direito da 3.ª Secção da 19.ª Vara Criminal do Tribunal da Comarca do Porto, faz saber que no processo comum(tribunal colectivo) n.º 12/97.0PILSB.1, pendente neste Tribunal contra o arguido Leandro, mais conhecido por Leozinho, filho de pai incógnito e mãe também incógnita, natural de Portugal, Ermesinde, de nacionalidade portuguesa, nascido em 7 de Fevereiro de 1979, casado, titular do bilhete de identidade n.º 11777779, com domicílio em apartamento infecto na cidade do Porto junto à Casa da Música por se encontrar acusado da prática reiterada de bastos crimes de colocação de fotos idiotas de festarolas mitras em sites de fotografia e fabrico de comida adulterada provocando gastroenterites e ventosidades pestilenciais, previsto e punido pelo artigo 210.º do Código Penal, por despacho de 11 de Outubro de 2006, proferido nos autos supra -referidos, foi condenado a prestação de serviço público de técnico de superfície, vulgo lixeiro, pelo tempo de um ano consecutivo, nos termos do artigo 337.º, n.º 6, do Código de Processo Penal,
12 de Janeiro de 2007. — A Juíza de Direito, Paula Alves. —
O Escrivão Auxiliar, Luís Olival.