sexta-feira, novembro 24, 2006



há gente que não aguenta rir-se de si própria.



retrato do etílico palavroso

Olival é uma criatura frustrada. Homem limpo advindo a bem criado e amigo de honra seriam as melhores e mais necessárias partes. Resultou gente de não grande pensamento senão de artificioso palavreado. Com jogos de palavras e sentenças abstrusas dilui a vida em desenganos contumazes. A desordem dos afectos a que se faz afeito, o não fiar em nada, o afiar de língua de responsabilidade limitada, a inquietação permanente, a criatividade mal dirigida, os meneios palavrosos virtuais, o queixume que arrisca, os amores que consomem, a honra de ocasião, a saúde perigada e o que mais é, a consciência em chaga. Em verdade, bem mais que de tais males revestido, justamente se obrigaria a normal santa vida: a graça de ter graça, a singeleza do juízo sano, a amizade da boa lei e a conservação do seu juízo. Mas os maus costumes impelem o vício que nele habita porque as demasias são imutáveis de seu natural e potenciam a desordem bêbeda da mente ou, por esclarecedor exemplo prosaico, fazer de ordinário, acto mictório nas próprias…botas.

domingo, novembro 19, 2006



Amor e chantagem levam ao desespero amante de fotografia.

José Z, de profissão desconhecida, iniciou-se já com bastante idade nos prazeres do corpo numa casa de massagens na Damaia. Leu o anúncio num jornal, telefonou a marcar, apareceu à hora combinada, conheceu Sabrina Vanessa – e ficou cliente. Ela não era bem massagista e ele também não ia lá só para ser massajado. Quase todos os dias Z ia à casa de massagens. Passou a entregar-se à Sabrina cada vez com maior frequência. Pagava-lhe de todas as vezes cada vez mais, derivado ao estar contente pelo “serviço”, mais do que ela cobrava habitualmente à clientela geralmente vinda dos bairros problemáticos dos arredores da capital. Estava longe de imaginar que os lençóis de higiene suspeita iriam tornar-se num pesado pesadelo...
Num dia, telefonou à massagista e ela, em vez de o receber na casa de massagens, como sempre fizera, aceitou atendê-lo daí a umas horas num sótão no Casal de S. Brás, Amadora.
Sabrina, então com 54 anos, omitira-lhe que era amantizada e mãe de vários filhos como um rapaz mestiço de 18 anos e uma menina deficiente de sete, por exemplos – e escondeu-lhe que tanto ela como o amante, Jacinto Paixão, já tinham prestado contas à Justiça por burlas.
Estavam os dois nus quando o amante, fotógrafo amador e habitual participante em concursos do BES photo e FNAC, duma porta entreaberta fotografou a cena. Z viu Paixão de máquina fotográfica em punho e pensou logo em utilizar as fotografias num site de Internet da sua preferência– mas tinha sido apanhado na cama com uma mulher . Ficou apavorado até porque a máquina era digital e também era apaixonado por fotografia desde os tempos em que fotografava caracóis até agora que já faz arte. Pior se sentiu quando o outro lhe propôs um negócio sujo: as fotos comprometedoras seriam divulgadas num outro site, 1000 imagens, se não pagasse imediatamente mil euros.
Z, que se deixara seduzir por uma autêntica prostituta, não sabia se era melhor perder o dinheiro para uma playstation e uma panela para o carro ou arrostar com a vergonha de ver as fotos naquele site: contar à família não era importante. Preferia perder o dinheiro – mas já percebera que a chantagem nunca mais teria fim: a cada pagamento seguia-se outro e mais outro. Resolveu contar tudo destroçado e apresentou queixa à Polícia. A massagista e o fotógrafo foram detidos no dia seguinte. Negaram tudo. Mas contra eles havia belas provas da chantagem. A polícia encontrou no apartamento do casal chantagista as fotos da sessão amorosa que foram entretanto misteriosamente desaparecidas e podem vir a ser publicadas brevemente na Internet.


Esta experiência é também um aviso para os perigos de sites de fotografias e até blogs pois podem levar a fazer fotografia de sexo muito comprometedoras e trazer infelicidade.

segunda-feira, novembro 13, 2006



História de F

F é um mouro empedernido, um marroquino com pedras em órgão na cavidade estomáquica. Foi de necessidade que um físico moderno lhe estilhaçasse os calhaus com práticas moderníssimas e, na culminância da operação, o que o mouro via eram umas protoberâncias mamárias espreitando desafiantes de um decote branco e…espanhol. Ora, é honra suprema ter de presente mamas de castela em tão azarada contenta com pedregulhos imersos no corpanzil daí que se reconheça lenitivo na observação miraculosa da fofuras penduradas da enfermeira provinda da terra de Cervantes. Na mouquidão aos dizeres do médico, F via confortados os espíritos pelo incitamento para Vénus que a ditosa visão exercia com proficiência. Pode pois perguntar-se se a sorte melhor terá empertigado o apêndice procriativo nos manuseamentos das chagas dos membros ocultos, e em abrir inchações maduras, que a espanhola ia manejando brandamente com desvelo interessado para ela e interessante para o nosso mouro. É que do F tudo é de esperar e nada de temer: abrandar quenturas sem fluxo da natureza foi sua especial factura pois assim consta do relato que fontes orais e escritas deram ao conhecimento deste escriba.

sexta-feira, novembro 10, 2006



Outra história de arrepelar os cabelos

João de Figueiredo, de mais de 40 anos, sempre foi homem de poucas falas. Os vizinhos até o consideram “mau”. Na rua Zeca Afonso , Baixa da Banheira, muitas pessoas garantem tê-lo ouvido fazer juras de morte à mulher. Na terça-feira de madrugada, a promessa concretizou-se. ‘Jocas’, como era conhecido na rua onde vivia, esfaqueou a companheira no coração e deixou um filho esbugalhado de comoção. O infante foi entregue para adopção a uma família de raça cigana que à compita com uma de raça negra queria ficar com a criança assegurando ter-lhe sido roubada.
De acordo com alguns vizinhos ouvidos a vida de ambos “nunca foi pacífica”. “Ele chegou a ameaçá-la de que a esfaqueava e regava com gasolina”.
Nem mesmo depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro nos intestinos grossos, Jocas abrandou “a maldade para com a mulher”. O homicídio ocorreu após uma discussão na varanda da casa. Acusou a mulher de infidelidade e, depois de uma grande discussão, foi à cozinha buscar uma faca e desferiu onze golpes e meio no tórax, abdómen, varizes e pescoço da mulher. Após o acto, o homicida refugiou-se na dispensa de uma irmã no Bairro de S. João, onde viria a ser detido pela GNR. O agressor está agora em prisão preventiva e grita que não está arrependido só não gosta de ver o filho com os ciganos.

domingo, novembro 05, 2006



a mais nobre forma de matar é o uxoricídio.
há milhões de razões quanto mais não seja o de estarem sempre...mesmo a pedi-las.

sábado, novembro 04, 2006



agora andam a falar de abortos.

isso é coisa das mulheres e das suas doenças. a saber:achaques dos membros ocultos, dezejos de mulheres prenhes, peitos duros e inchados, ourinar por pingas,
entesar os peitos, agoas apropriadas para a madre, fedor de boca, retençaõ do mez, vapores do estomago para a cabeça, ventosidade e correlativos.
como essas coisas não interessam fico-me pela galinha, uma canja e confortativos para a cabeça por aturar assuntos sem importância.

sexta-feira, novembro 03, 2006



um dia foram convidar o diabo para um casamento, Vai canalha? Sim vai alguma...Então não vou!


o riso produz-se na contracção do diafragma e dos músculos faciais. é uma operação só possível a seres exercitados na ginástica referida e nada tem a ver com dotes espirituais ou de inteligência.


o povinho que nada aprende em livros achou nos blogs a instrução que acha necessária ao discurso das suas acanhadas capacidades, à sua mole ignorância e à congénita necessidade de evolução com palermices vaidosas.