sexta-feira, junho 23, 2006




os anónimos
Agora que decidi abrir as portas a comentários, só me aparecem anónimos. Que desilusão! Pensava eu que gentinha identificada me iria insultar de toda as maneiras concebíveis. Afinal é tudo apócrifo. Lá vou eu ficar sem conhecer bem pensantes criaturas e por certo “criar laços” como diria um conhecido meu, diletante sim mas entidade física, nada incógnito. Serei solitário mas nunca anónimo.


os blogs

Que incompreensível mania leva alguém a publicar coisas que pensa serem interessantes para outrem? Textos, fotos, pensamentos, opiniões….Essa treta de fazer pública coisa pessoal é presunção de exibicionista. Melhor fora que cada um se ativesse ao que é seu dispensando o vizinho desprevenido de alombar com idiotices de blogs, por exemplo. A enxurrada de palermices que pode ser lida em blogs é espelho de idiotia mal pensante e parasitária. Eis um exemplo.

quarta-feira, junho 21, 2006



Profilaxia e bom senso.

Nunca pensei que fosse tão divertido deitar ao lixo comentários de idiotas. Um apedeuta qualquer chamou-me arrogante, de modo anónimo claro. Ora, a intervenções idiotas como enxurro de cloaca cabe o tratamento condizente. A arrogância do epíteto cabe à larga na latrina profilática e o acto de puxar o autoclismo sobre alarvidades destas é não só um acto higiénico como terapêutico. Limpa-se o dejecto verbal e fica o cagão sem alívio por não ver publicada a idiotice.

terça-feira, junho 20, 2006



"get closer"
Chris Steele-Perkins

segunda-feira, junho 19, 2006



-is there any recipe to avoid clichés?
-thought!


Assim respondeu Chris Steele-Perkins da agência Magnum

sábado, junho 10, 2006



Teoria embrulhada da fotografia de putos

Pode ser na 5ª feira? podia e lá fui com alguns cartuchos de rolos de metro e meio “embobinados” no escuro improvisado da dispensa que isto de hp4s comprados em bobines de 35 metros era muito mais barato e os hp5s não tinha no momento e era melhor pois ia fotografar dentro da sala, e até parece que já nem vai haver disso, mas o que interessa é que os putos lá estavam mas, oh céus, estavam todos de carreirinha com cara de 6º sexta feira santa, hirtos e mudos, que vinha ali um senhor fazer uns retratos e já tinha sido dada autorização pela chefa do infantário e a coisa lá se improvisou, Deixe os miúdos brincar um pouco para espairecer, e assim se fez, improvisando uma espécie de pano preto a mal tapar ruídos. isto de fotografar putos é bom mas fotografar gajas boas também deve ser bom mas vamos em frente a retomar o fio desta meada que parece estar a ficar embrulhada, enfim. disparei por ali à toa nas crianças que agora já não são crianças e andam quase todos na mesma turma do 9ª ano, e é sempre uma festa vê-los, e um dia destes até era giro voltar a fazer a mesma sessão terapêutica e saudosista para comparar mas estou a ficar um cota sensível e isso é mau só me falta estar num banco de jardim desfiando mazelas, Ai que tenho bicos de papagaio e o outro, Ai que eu ando muito mal do meu reumatismo, enfim voltemos. revelevados os rodinais e neutóis, impressas as coisas em 18x24 papel rc porque os papás gostam de coisas brilhantes, ou não fosse a sua prole sempre a mais brilhante que a do vizinho, contrariando o adágio idiota da galinha do vizinho que é sempre melhor que a nossa, pois já lá se diz nem sei bem onde que o orgulho no seu é coisa inata, embora as senhoras da sala ao lado tivessem feito um alarido dos diabos porque os papás das criaturas da sala ao lado iam estranhar não tirarem retratos aos seus filhinhos também mas eu não tinha culpa daquilo e não quis saber. sei é que fotografar putos é coisa engraçada e já me ia perdendo do assunto inicial assim como quem diverge da direita estrada, e vai por atalhos escusos de historietas e esquece o fundamental que sãos os putos. tenho dito e introduzido os mesmos em arremedo de texto, assim a modos de intelectual moderno com textículo de pontuação inventiva e discurso indirecto livre porque parece que é moda, se leram até aqui são doidos, e eu sou cota mas vou com as modas.

sexta-feira, junho 09, 2006



"Quando a música nos comove até às lágrimas aparentemente sem motivo, não choramos por um excesso de prazer mas por um excesso daquela tristeza impaciente e perpétua de, como meros mortais, ainda não estarmos preparados para nos banquetearmos com os êxtases sobrenaturais dos quais a música nos oferece apenas um vislumbre sugestivo e indefinido". de um tal Poe. saudades.
"só venero o som". eu tumem! quero lá saber, continuando a analogia, se as flautas do vivaldi fazem lembrar passarinhos...e tontices afins.bahhhhhhhh desde quando música é para ilustrar? com fotos acho a mesma coisa. foto é documento, não ilustração: menos ainda panfleto. para esses apaniguados das "mensagens" e leituras mais ou menos conotativas, digo para se aterem à imagem ela mesma. de outro modo darão mais importância ao que está para além dela, e não a ela. imagens?"they must speak for themselves". pois eu acho que as fotos são meras imagens. como tal, não procuro nelas mais que estética nua e crua. simbologias e processos de intenção?...bahhhh nunca percebi como as pessoas vêem sempre significados e mais significados, mensagens e mais mensagens…


Perto de minha casa há uma loja que vende esquifes. Eu tinha ido comprar jornais na banca da esquina e resolvi passar na loja para escolher eu próprio meu caixão. Seguiu-se:
- Bom dia! Eu gostaria de ver alguns caixões"
- Oh, meu senhor, sinto muito! E para alguém de sua família?
- Não. É para mim mesmo..."
- Pro senhor? Mas o senhor tá vivo!
- Por enquanto, meu caro. Tenho um câncer comendo-me as entranhas...
E o sujeito ficou verde.
- Acompanhe-me por favor."
E lá fui eu, para o depósito. Havia mais de cem caixões de tudo quanto é tipo. Ele sugeriu um. ------ - Quanto custa?
- 1200 reais...
- Meu amigo, esta porra vai para baixo da terra. Eu quero ver é o barato!
Ele pigarreou, fez uma cara de 'eu já sabia' e...
- Temos estes modelos de 500 e estes de 300...
- Tem de 100?
- Não. Os mais em conta são os de..300...
- Então me mostre os de 300.
E lá vai o sujeito desarrumar uma fila de caixões. Como me mostrasse indeciso, ele.
- Veja este que tem janelinha...
- Bonitinho, e cadê a janelinha?
Lá vai o suplicante buscar a janelinha. Nela, uma cruz com um Jesus com cara de corno. Eu...
- Quero lá esta porra! Eu num acredito nesse corno não, meu caro. Quero um sem cruz e sem janela, com porra nenhuma de igreja. Eu cago e ando para Deus e para Jesus!
Aí o sujeito quase cai. Disse. ..
- Moço, o senhor é doido! O senhor não bate certo não...
- Meu amigo, você tem um caixão lisinho, sem putaria nenhuma?
- Tenho não, moço! Aí tem de mandar fazer!
- Pois mande que eu compro a bosta. É só chegar, você me telefona e eu venho buscar!
O sujeito, coitado, não sabia o que fazer. Estava nervoso, sem jeito, acho que pensando que eu estava brincando.
- Moço, num vou mandar fazer nada não. Vá em outra loja.
- Quer dizer que você prefere perder os 300 contos?
- Prefiro!
- Então tá certo. Obrigado!
E fui saindo. Ele me grita:
- Moço, mande fazer um exame em sua cabeça!
- Não adianta não, meu caro. Meu câncer é perto dos ovos, a cabeça da pica não pensa.
Ele de boca aberta, ficou calado; eu, de razão completamente satisfeita, fui lendo as manchetes até chegar em casa.

newman, brode eterno, eras fodido mesmo :)