domingo, maio 21, 2006



Nunca hei-de conseguir explicar porque me divirto com estas manifestações bimbas, nunca ninguém há-de conseguir compreender porque me divirto, nunca me preocupei em compreender-me e nunca me preocuparei que me venham a compreender.

Conheci alguém muito dado a estas frases completamente idiotas. À primeira e à segunda.


A recusa do inusitado não é apenas preconceito: é sobretudo tacanhez.

Paga-se um copo a quem souber o que isto é. Quem não souber e quiser saber, entre em contacto comigo.

quinta-feira, maio 18, 2006



AS EXPOSIÇÕES DA ARTE

As exposições fotográficas é uns sítios onde se mostram fotografias de artistas muito importantes com fotografias às vezes esquesitas mas são arte. As pessoas que vão lá olham todas com muitas atenções e se é na inauguração dizem muitas coisas de elogios aos artistas e depois querem, é beber e comer o comer das inaugurações. Há menos de fotografias em vez de pinturas porque acho que as fotografias até nem são de arte a sério como as pinturas que essas é que sim são de verdadeiros artistas. As fotografias é mais fácil pois é só pegar numa máquina e bater num botão e mandar revelar mas também há de artistas mais esquesitos que vão para um quarto sem luz e fazem com uns líquidos o que acho que é um bocado esquisito e suspeito. E então fazem fotografia muito esquesitas quase sempre pretas, e vão lá os amigos ver porque são amigos e fica mal eles não ir e até há quem venda essas fotografias mas não sei porque as comprarem. Todos olham as fotografias com aspecto de saberem muito sobre fotografias e dão opiniões uns aos outros pois sabem muito daquilo e dizem mal de outros artistas. Também dizem mal de concursos de fotografias que dizem que são como os árbitros que são comprados e depois os que ganham não são os melhores mas aqueles que tem amigos como se fossem árbitros e decidem quem é melhor. Eu também fui uma vez ver uma exposição de fotografias e nem gostei muito porque era tudo fotografias sem cores e estavam todos muito sérios a apreciar as coisas e tinham ares de doutores ora eu não sou doutor e fiquei sem saber5 como havia de olhar aquilo. Mas um dia vou ser fotógrafo porque comprei uma máquina aos ciganos e está muito boa mas, disseram-me que agora há umas que tiram fotografia com umas caixinhas de computador e essas não são de arte. ora eu quero ser como os artistas às vezes e não sei nada de computadores e por isso vou comparar um rolo de depois vou à loja mandar revelar e só não sei o que vou fotografar mas se calhar vou fotografar o sol no mar que é a coisa mais linda que há e dá sempre boas fotografias de pores do sol e isso sim é lindo e é arte. Eu gostava de fazer arte de fotografia era com mulheres nuas, que é muito interessante mas isso é difícil porque elas querem dinheiro e eu não tenho. Só tenho para um rolo de praia com o sol e vou é já fazer isso e depois quero fazer uma exposição só para mim quer dizer só com eu a mostrar as fotografias.


Cantemos

Grupos corais são organizações canoras estranhas e em rápida extinção. A sua ainda existência é coisa difícil de compreender e muito menos de explicar. Uma sessão orfeonista dá mote para milhentas apreciações. Fui a uma e em dose quádrupla pois era este o número de excursões que logo à porta dum auditório de junta de freguesia se podia constatar pelas camionetas estacionadas. A primeira coisa que ressalta é a enorme idade dos participantes. Dir-se-ia que a malta nova foge daquela coisa como Maomé do toucinho, arrenegando o anacronismo da manifestação canora com a previdência da juventude. É que a visão de caquécticas criaturas, aquecendo vozes pelos cantos com requebros idiotas em sons estranhíssimos extraídos das gargantas inflamadas de emoção e pigarro, faz temer pelo juízo de quem conseguir sobreviver à experiência.
O espectáculo é épico. A sala expelia o mofo dos alcatifados puídos e paredes encardidas e os grupelhos actuantes dirigiam-se ao palco em indiana fila tropeçante. É então que o panorama ganha amplitude. Blusas de feitios manhosos e longas saias de bainhas descambadas a esconder timidamente úlceras varicosas envolviam os corpos em cepos de carnaduras intumescidas. Poucas caras jovens irrompiam por entre o friso idoso abrindo a boca e ostentando os dentes cariados, ou a falta deles, e até as poucas novitas tinham já tiques de alzeimer, por osmose com aquele turbilhão pelintra em vozearia de trombose. Cada um tinha uma pastinha preta de onde fingiam ler pautas, cábulas mais necessárias ao cenário que à exibição, mas ainda assim uma muleta para os esquecimentos previsíveis. O preto era aliás a cor dominante, parecendo assim que o luto da cor melhor elevava a qualidade da função e sublimando a artrítica cantoria. Um desses coros arroubava com um órgão eléctrico e isso parecia o supra sumo da actualização e originalidade. Mas os maestros sorriam as dentaduras eufóricas pelas prestações cambaleantes e tudo irradiava uma felicidade postiça. Um velho de barbas quixotescas ladeava uma velha que mal abria a boca descaída em desdem de moribundo, e algum ser divino amparava a dita velha que se conseguiu segurar sem aluir estrado abaixo, num equilíbrio precário. Amparavam-se uns aos outros cançoneta após cançoneta, solidários na função e na necessidade. Os maestros sorriam muito, ajeitando riscos ao meio ou carecas coriscantes, e a horda de velhos tropeçava nas fusas e nos aplausos de arritmia com o entusiasmo cambaleante de quem não sabe bem porque ali está, se por hábito se por inércia, numa agonia espasmódica. Gesticulando como dementes a direcção dos cantantes eram a única coisa viva no meio da sorna conduzindo em gestos amplos ou frenéticos. Alguma coisa havia de mexer, não? A assistência dormita. Era constituída pelos outros cantores pelo que a concordância e harmonia se faziam mais pela identidade de interesses que pelas cantorias arrastadas. Um ser imóvel e estrábico, idoso como a humanidade, tinha a cabeça dirigida ao palco e a atenção parecia, literalmente, mais virada para o mundo do além. Havia quem esticasse maquinetas fotográficas, daquelas de expedir raios de vulcano em flashes fotográficos, sobre o palco canoro durante a função pois nos intervalos as palmas cansadas de flácidos aplausos ocupavam o entusiasmo mais por solidariedade e menos por reconhecimento.
Dos comes e bebes posteriores à sessão canora não fui servido ou não fosse o mofo aludido ter passado para rissóis espapaçados, sumóis mornos e demais iguarias pífias. Foi divertido.

domingo, maio 14, 2006



AS PESSOAS QUE FAZEM CRÍTICAS

Os milhares de apreciadores do meu blog queixam-se de não puderem fazer comentários derivado assim a não puderem de dizer mal com críticas e dizendo de que eu sou snob que é uma coisa que eu não sei o que é, mas devem de me estar a chamar de filho da puta mas eu não me importo porque sou de boas famílias e os que chamam essas coisas feias é que são. É por isso que eu não deixo fazer comentários porque as minhas verdades custam muito a aceitar aos milhares de pessoas que leem as coisas que escrevo que acho bem escritas mas há umas pessoas que eu conheço me dizem que isto tá cheio de erros e faltam muitas pontuações mas eu não concordo porque o Saramago também não tem pontuações e farta-se de vender livros. Eu vou continuar a escrever as minhas verdades e a dar ensinamentos porque eu só tenho a 4ª classe mas as pessoas que tem cursos às vezes ainda pensam que são mais espertas mas não são , que ainda fazem contas com máquinas e eu faço todas de cabeça e sei os rios de Portugal e os apeadeiros todos da linha do norte e isso é que é ter conhecimentos não é saber coisas de internet e ter blogs que é coisas modernas sem interesse. Se quiserem comentários de crítica que façam para eles e digam as coisas feias que querem dizer a mim aos seus pais e filhos e sogras porque as minhas verdades é que são verdadeiras e custam lhes a perceber que podem aprender muito, com os meus ensinamentos mas é a verdade. Eu sei falar de muitas coisas com a experiência da minha vida assim como de coisas sexuais que é o maior problemas que as pessoas tem e me chamam sempre para lhes explicar mas eu até já estou farto de ensinar a eles essas coisas e eles nunca mais aprendem e são infelizes. Acho que vou mas é escrever sobre política e arte que são coisas mais importantes porque as coisas sexuais são muito feias se não houver erotismos e coisas lindas de amor a acompanhar. A seguir vou escrever sobre a guerra entre o irão e a índia que vem aí e os americanos também e também de religião. Também vou escrever sobre os jovens a as formas de serem inteligentes. E nem quero saber dos comentário de críticas e leiam e fiquem a saber as coisas e não pensem que saibam mais e sigam as minhas lições.

sexta-feira, maio 12, 2006



OS IMIGRANTES QUE VEM PARA CÁ

Eu ontem estava a ler o Correio da Manhã que é o melhor jornal de Portugal porque trás as melhores notícias as mais verdadeiras e vinha lá uma a dizer que em Portugal os imigrantes muito iam para a prisão, e custavam muitos milhões de euros ao povo português. A minha openião também é assim, os imigrantes que vêm para cá são do pior que há nos países deles e só vêm para cá estragar as coisas. Comecemos pela língua portuguesa que é estragada quando os pretos trazem, eu não gosto de chamar pretos aos pretos mas eles são pretos e não têm culpa e eu não sou racista mas adiante porque eles trazem palavras como bué e isso estraga a linda língua portuguesa e uma palavra dessas no meio desta minha openião fica logo mal. Estou mesmo a ver a Margarida Rebelo Pinto a estragar os lindos livros dela e até merecia o prémio Nobel da literatura e não o tal Saramago que nem sabe escrever e só por ser comunista ganhou e assim a Margarida se usar palavras dos imigrantes estraga toda a sua literatura e eu se estivesse com ela dizia-lhe logo e ela aprendia. Os imigrantes são de muitos lados, mas há uns piores que os outros. Os ucranianos por exemplo deviam de só andar nas obras mas andam para aí a roubar tudo e andam sempre bêbados e até tem filhos na escola que aprendem a falar muito depressa a nossa língua porque ela é muito fácil de aprender. Também os brasileiros vêm para cá encher aldeias e isso é mau. Deviam só vir as prostitutas pois fazem falta nas casas de alterne e assim os homens de Chaves, já podiam conversar porque as suas mulheres não conversam com eles pois estarem sempre a ver telenovelas da TVI e eles ficam sozinhos e infelizes e também são precisas para os árbitros que vão apitar jogos de futebol para ficarem contentes mas deviam só de estar com elas depois dos jogos porque antes ficam muito confundidos e apitam os penaltis ao contrário e isso é mau pois os que vão ver os jogos saem a discutir e é tudo culpa das imigrantes brasileiras. Também acho mal chamarem mouros aos do Algarve porque eles não são imigrantes marroquinos e eu até já estive com o efe e ele não me quis vender nenhum tapete nem dizia quéfrô. As nossas festas já não são lindas porque estão cheias de pretos a vender elefantes de pau e chineses a vender plásticos e romenos a pedir esmolas e às vezes nos cemáforos e por isso as festas tem poucos produtos portugueses como farturas. Deviam de mandar embora os imigrantes maus e são muito como os chineses que não trabalham só estão nas lojas a espreitar ou a fazer comidas estragadas deviam de os por a cavar o Alentejo que assim é que eles aprendiam ou iam para outra vez a china. É por causas destas razões todas que os imigrantes são muito maus para o país de Portugal e estamos atrás na Europa derivado a eles estarem na prisão e fazem de propósito porque lá só comem e bebem e dormem sem fazer nada e os portugueses é que têm de trabalhar para eles. Acho mal.