sexta-feira, abril 13, 2007



“ O escrúpulo é a morte da acção. Pensar na sensibilidade alheia é estar certo de não agir. Não há acção, por pequena que seja – e quanto mais importante, mais isso é certo – que não fira outra alma, que não magoe alguém, que não contenha elementos de que, se tivermos coração, nos não tenhamos que arrepender.
…”
Barão de Teive – a educação do estóico

Bem parece assim mas não deixa de ser certo que é melhor pecar por inconveniente que por hipócrita. E a inconveniência passa por ser cínica, sarcástica, escaninha, zombeteira, sardónica, mordaz, irónica ou outros termos correlativos que ninguém saberá bem definir pois dominam as sensibilidades mais apostadas em descobrir conspirações em conluios sem intenção de ataque algum. Assim se afastam amigos, pseudo amigos, para-amigos, potenciais amigos…e relações que se tomavam por certas nas escorregadelas do tempo se deitam fora para o olvido da vida. Seja que a inacção escrupulosa e potiticamente correcta será a receita para eternizar estreitezas pastosas entre seres que até se atraem.

Ite missa est